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IP: Exames médicos quase na rua

IP Exames MédicosMais uma vez o Sindicato questionou a IP sobre as condições em que se fazem os exames médicos nos diversos locais de trabalho, sem respeito pela privacidade dos examinados e em condições inadequadas, situação coincidente com a mudança de operador, onde certamente, o que apenas contou foram os números, como se não fosse um serviço para pessoas.

No oficio enviado esta semana à administração da IP, destacamos os seguintes pontos:

“Em bom rigor, a análise que fazemos à empresa de medicina no trabalho hoje existente (workview) o seu funcionamento fica muito aquém do que no nosso entender seria não só expectável, bem como exigível, sabendo que estes exames são fundamentais para avaliação do estado de saúde dos trabalhadores e que através dos mesmos é possível identificar, muitas vezes e com certa antecedência, alguma condição impeditiva para o exercício das suas funções laborais.

De modo a salvaguardar e proteger a sua saúde, traduzindo efectivamente a condição física de cada um, algo tem de ser alterado.

Embora existam opiniões médicas divergentes sobre quando se devem realizar os exames médicos, todas são consensuais relativamente ao tempo mínimo de jejum que certos exames devem cumprir, a título de exemplo: para análises ao colesterol (HDL, LDL e VLDL) e triglicéridos, o tempo de referência são de 12 horas e de 3 horas para o Gama Glutamiltransferase (GAMA-GT), entre outras referências na multiplicidade de análises solicitadas pela empresa.

Neste sentido, sabendo que alguns valores são de origem exógena, como é possível que se realizem exames sanguíneos e urinários depois de almoço ou após os trabalhadores se terem alimentado? é pois de todo inadmissível tal situação, tanto mais quando questionados por alguns trabalhadores sobre a interferência que tal facto poderá originar no resultado dos exames, é-lhes por vezes transmitido “que tal não influi nos resultados porque procedem aos respectivos descontos nos valores”, ao género de promoção de hipermercado.

No que concerne aos restantes exames complementares de diagnóstico, realizados na carrinha ambulatória, na generalidade dos casos exígua, existe falta de privacidade para trocar de roupa quando se efectua o electrocardiograma, de salientar que o exame de audiometria segundo o que nos foi relatado é efectuado com a porta da cabina entreaberta de forma a permitir a passagem dos cabos dos auscultadores e botões de impulso o que origina interferências dos ruídos vindos do exterior, além de que a mesma exala um cheiro intenso proveniente da espuma acústica alveolar.

Visto a mesma não dispor de WC para recolha de urina, o trabalhador tem de se deslocar ao WC da estação e se atendermos à frequência com que se faz a limpeza e ao estado de conservação de alguns imóveis podemos imaginar o resto.

Evidenciar também que não se encontram reunidas na grande maioria dos casos, os requisitos necessários para o mínimo conforto no período de espera e no decorrer dos exames, uma vez que a carrinha fica estacionada no exterior dos edifícios da empresa, a céu aberto, sujeitando os trabalhadores a condições desumanas inadmissíveis, não só pela exposição às temperaturas e condições atmosféricas existentes, quer pela ausência de um local apropriado ou sala de espera, onde se possam sentar e aguardar o início e conclusão da medicina no trabalho.

A escolha desta tipologia de prestação de serviço, devido ao seu objectivo de redução de custos entronca num limite comum estabelecendo neste caso uma regra, a regra do menos, menos despesa, qualidade, fiabilidade e condições.

A inexistência de uma articulação entre as partes é evidente, na dotação das condições indispensáveis para um serviço desta natureza.

Se bem que a empresa não se pode substituir à empresa Work View na realização dos exames, tem o dever de exigir da mesma um maior rigor e não se transformar em conivente neste estado de coisas.”

Esperamos abordar também esta questão com a administração da IP na reunião do próximo dia 7.

Esta é a empresa dos negócios de muitos milhões, mas para os trabalhadores são tostões.

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