Empresas antecipam-se ao estado de emergência?
A falta de respostas ao SNTSF, leva-nos a questionar se as empresas onde temos intervenção, antes de ter sido decretado o 1° estado de emergência já sabiam que os sindicatos iam ser postos de parte no 2º estado de emergência, como foi proposto pelo Presidente da República e aprovado na Assembleia da República com os votos a favor do PS; PSD e BE.
Até ao momento a maioria das empresas não responderam ás questões por nós solicitadas.
O SNTSF tem intervindo e transmitido as preocupações dos trabalhadores, nomeadamente aos vários critérios na abordagem à pandemia do coronavírus COVID 19. Algumas chefias intermédias não tomaram medidas nem cumpriram ou elaboraram os planos de contingência. Em alguns postos de trabalho, falta materiais de proteção, higienização e desinfeção dos postos de trabalho e não há desinfeção do material circulante. Tem sido muitas as anormalidades que constatamos e alertamos ás administrações que tomem medidas.
Pois, não ficamos de parte neste período difícil e doloroso para todos os trabalhadores. O SNTSF está e continua ao lado de todos denunciando e intervindo na defesa dos seus direitos, por melhores condições de vida e de trabalho, na defesa da contratação colectiva, e neste período difícil e controverso estaremos atentos na defesa dos cuidados de saúde para enfrentar esta pandemia.
Perante as consequências económicas e as crescentes dificuldades de algumas empresas ou pelo aproveitamento da situação por sectores do patronato, milhares de trabalhadores estão a ser confrontados com despedimentos, perdas de salário, férias forçadas e outros ataques aos seus direitos.
Neste contexto importa valorizar a luta travada pelos trabalhadores, que continuam a desenvolver nas empresas, locais de trabalho, contra esse abuso e em defesa dos seus direitos.




