O SNTSF/FECTRANS reitera a denúncia da persistência de algumas situações graves de saúde e higiene na Estação de Lisboa-Oriente, que apesar de algumas terem sido ultrapassadas, outras ainda continuam sem resposta, apesar de já terem sido anteriormente comunicadas à empresa e de terem motivado forte contestação por parte dos trabalhadores num passado recente. Não podemos aceitar a inércia que se tem verificado na resolução destes e de outros problemas nos locais de trabalho da empresa. Esta falta de intervenção está a degradar de forma séria as condições de trabalho e a saúde dos trabalhadores que, diariamente, dão a cara pela empresa.
Continuamos a assistir à falta de uniformização dos equipamentos informáticos nos postos de atendimento. Os trabalhadores utilizam monitores com dimensões e resoluções diferentes, o que os obriga a um esforço visual constante e variável consoante o turno e o posto ocupado. É urgente a substituição integral dos equipamentos por monitores ergonómicos e uniformes. Reivindicamos igualmente a comparticipação a 100% por parte da CP na aquisição de óculos ou lentes, uma vez que o desgaste visual resulta directamente das deficientes condições de trabalho. Mantém-se também o problema da incidência directa de luz solar nas bilheteiras em determinadas horas do dia, sem qualquer protecção eficaz, situação que compromete os níveis mínimos de conforto e dificulta o desempenho das funções.
O estacionamento é uma necessidade que tem vindo a ser colocada pelo SNTSF/FECTRANS em diversos locais de trabalho, tal como na Estação do Oriente, onde os trabalhadores continuam sem solução para o estacionamento das suas viaturas. Trata-se de uma zona de acesso difícil e com custos elevados, agravados pelos horários por turnos, muitas vezes fora da disponibilidade de transportes públicos. O transporte de valores continua a ser efectuado em condições de vulnerabilidade. Não aceitaremos que a integridade física dos trabalhadores continue a ser colocada em risco por ausência de um protocolo de segurança rigoroso e de meios profissionais de protecção.
É inaceitável que, em 2026, persistam maus cheiros provenientes da ventilação e das condutas de lixo no gabinete de chefia e na zona de vestiários e cacifos. A identificação da causa está há muito encontrada; é agora urgente a reparação estrutural da situação. O ambiente de trabalho tem de ser salubre, digno e seguro.
Recordamos que a segurança e a saúde no trabalho são obrigações legais da entidade patronal. Caso não exista uma resposta célere e um cronograma concreto de resolução destes problemas, reservamo-nos o direito e o dos trabalhadores de avançar com as formas de luta adequadas, bem como com a denúncia junto da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). Aguardamos uma resposta com carácter de urgência.




